Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11612/8747
Autor(a): Brauna, Geovana Lima Gonçalves
Orientador: Carneiro, Bruno Gonçalves
Título: Norma surda de tradução na área de farmácia - Relato de experiência
Palavras-chave: Acessibilidade em Libras;Tradução intermodal;Norma surda de Tradução;Saúde em Libras;Accessibility in Libras;Accessibility in Libras;Intermodal Translation;Deaf Translation Norm;Health in Libras
Data do documento: 27-Abr-2026
Citação: BRAUNA, Geovana Lima Gonçalves. Norma surda de tradução na área de farmácia - Relato de experiência.2026.81f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Letras, Porto Nacional, 2026.
Resumo: As barreiras de comunicação entre profissionais da saúde e pessoas surdas comprometem a compreensão de informações essenciais sobre o uso de medicamentos, gerando riscos e inseguranças. A acessibilidade linguística nesse contexto se mostra essencial para promover o direito à saúde, garantindo que pacientes surdos possam compreender bulas, embalagens e orientações clínicas com autonomia. Por ser a Libras uma língua natural de modalidade visual gestual e estrutura própria, a tradução intermodal da língua portuguesa para a língua brasileira de sinais deve considerar especificidades inerentes à modalidade e à cultura surda. Diante disso, o objetivo do trabalho é identificar indícios de uma norma surda de tradução nas estratégias e procedimentos de tradução do Português para a Libras na área farmacêutica, a partir das ações de um Programa de Extensão (Nunes; Palhano, 2025; Silva et al, 2025; Nunes et al, 2024; Nunes; Weininger, 2024). Os produtos do programa foram o levantamento de sinais-termo da área de farmácia, a tradução de termos técnicos e instruções de uso de medicamentos, e a criação de um aplicativo de atendimento aos surdos para maior acessibilidade no acesso às informações e no cuidado. A identificação das estratégias que contemplem a norma surda de tradução ocorreu a partir das reflexões da autora da pesquisa diante da sua experiência prática e das interações e reflexões compartilhadas entre os tradutores, profissionais e estudantes de Farmácia surdos que integram o Programa de Extensão. As reflexões foram baseadas em normas surdas de tradução e no protagonismo surdo (Stone, 2009; 2011). Partimos do princípio de que a tradução intermodal do Português para Libras não deve se limitar à adaptação lexical, mas envolver compreensão cultural e linguística, respeitando os modos de construção de sentido próprios dos surdos. Dentre as estratégias, as categorias que problematizamos são a participação protagonista de surdos nos processos de tradução; criação de glosas e preparação da filmagem; a criação de sinais-termo; a organização do estúdio, equipamentos e filmagem; e a revisão da tradução. Sugerimos que as estratégias identificadas, fortalecem a acessibilidade linguística no cuidado farmacêutico, promovendo um atendimento mais inclusivo e centrado na pessoa surda.
Abstract: Communication barriers between healthcare professionals and deaf individuals compromise the understanding of essential information regarding medication use, creating risks and insecurities. Linguistic accessibility in this context is crucial to uphold the right to health, ensuring that deaf patients can autonomously understand medication leaflets, packaging, and clinical instructions. Since Libras (Brazilian Sign Language) is a natural visual-gestural language with its own structure, the intermodal translation from Portuguese into Libras must account for the specificities inherent to the modality and to Deaf culture. In this regard, the objective of this study is to identify evidence of a Deaf translation norm in the strategies and procedures adopted for translating Portuguese into Libras within the pharmaceutical field, based on the actions of an Extension Program (Nunes & Palhano, 2025; Silva et al., 2025; Nunes et al., 2024; Nunes & Weininger, 2024). The program’s outputs included the compilation of sign-terms in the field of pharmacy, the translation of technical terms and medication instructions, and the development of an application to improve accessibility for deaf individuals in accessing information and healthcare services. The identification of strategies aligned with the Deaf translation norm was derived from the researcher’s reflections on her practical experience, as well as from the shared discussions and reflections among translators, pharmacists, and Deaf pharmacy students participating in the Extension Program. These reflections were grounded in Deaf translation norms and Deaf protagonism (Stone, 2009; 2011). We assume that intermodal translation from Portuguese into Libras should not be limited to lexical adaptation, but should also encompass cultural and linguistic comprehension, respecting the modes of meaning making that are intrinsic to the Deaf community. Among the strategies to be problematized are: the protagonistic participation of Deaf individuals in the translation processes; the creation of glosses and preparation for filming; the creation of sign-terms; the organization of the studio, equipment, and filming; and the revision of the translation. We suggest that the identified strategies strengthen linguistic accessibility in pharmaceutical care, promoting inclusive and patient-centered care for Deaf individuals.
URI: http://hdl.handle.net/11612/8747
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