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http://hdl.handle.net/11612/8929| Autor(a): | Alves, Laurenita Gualberto Pereira |
| Orientador: | Grácio, Héber Rogério |
| Título: | Mulheres, negras e quilombolas: corpos-territórios defendidos a partir da epistemologia política e ambiental |
| Palavras-chave: | Mulheres Negras;Quilombo;Ambiente;Território;Racismo;Black women;Environment;Territory;Racism |
| Data do documento: | 30-Jun-2026 |
| Editor: | Universidade Federal do Tocantins |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente - Ciamb |
| Citação: | ALVES, Laurenita Gualberto Pereira. Mulheres, negras e quilombolas: corpos-territórios defendidos a partir da epistemologia política e ambiental. 2026.215f. Tese (Doutorado em Ciências do Ambiente) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente, Palmas, 2026. |
| Resumo: | A pesquisa nos Quilombos de Lajeado, Mumbuca e Dona Juscelina localizados no estado do Tocantins analisa como a trajetória de vida de mulheres negras quilombolas afeta a agenda política e ambiental de suas comunidades em defesa de seus corpos-territórios. Verifica-se através da metodologia da pesquisa etnográfica complementada pela história oral com a utilização dos instrumentos de sistematização de dados baseados em entrevistas semiestruturadas e observação que as comunidades evidenciaram que a existência das mulheres negras quilombolas ultrapassa a mera ocupação geográfica; elas constituíram a base estruturante da manutenção e proteção de seus territórios. O estudo verifica também que corpo-território materializa-se, nestes contextos, na mútua dependência entre o chão e a vida. É a expressão da integridade da terra fundida à dignidade dessas mulheres, cujas resistências e memórias permanecem como presença viva. A presença humana nessas comunidades constitui, em sua essência, um exercício de liberdade e política. As trajetórias de Vó Biló, Dona Miúda e Dona Juscelina (in memoriam) revelam lideranças que extrapolaram a representação formal para se afirmarem como educadoras populares. Em suas práxis, converteram o espaço geográfico em morada afetiva, onde as narrativas de cura e pertencimento teceram o sentido da vida. Ao partilharem seus saberes, ensinaram o quilombo a 'ler o mundo', transformando o cotidiano em consciência crítica e a consciência em insurgência na defesa de seus direitos fundamentais. |
| Abstract: | Research conducted in the Quilombos of Lajeado, Mumbuca, and Dona Juscelina, located in the state of Tocantins, analyzes how the life trajectories of Black Quilombola women affect the political and environmental agenda of their communities in defense of their bodies and territories. Through ethnographic research methodology complemented by oral history, using data collection instruments based on semi-structured interviews and observation, the communities demonstrated that the existence of Black Quilombola women transcends mere geographical occupation; they constitute the structural basis for the maintenance and protection of their territories. The study also verifies that the body territory, in these contexts, materializes in the mutual dependence between the land and life. It is the expression of the integrity of the land fused with the dignity of these women, whose resistance and memories remain a living presence. Human presence in these communities constitutes, in its essence, an exercise of freedom and politics. The trajectories of Vó Biló, Dona Miúda, and Dona Juscelina (in memoriam) reveal leaders who transcended formal representation to establish themselves as popular educators. In their practice, they transformed geographical space into an affective dwelling, where narratives of healing and belonging wove the meaning of life. By sharing their knowledge, they taught the quilombo to 'read the world,' transforming daily life into critical awareness and awareness into insurgency in defense of their fundamental rights. |
| URI: | http://hdl.handle.net/11612/8929 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Ciências do Ambiente |
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