Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11612/8716
Autor(a): Silva, Fabya Martins
Orientador: Amaral, Roberto Antônio Penedo do
Título: Filosofia e literatura: identidade narrativa no ensino de Filosofia nas infâncias
Palavras-chave: Identidade narrativa;Filosofia nas infâncias;Leitura literária;Interpretação hermenêutica;Autoria;Narrative identity;Philosophy in childhood;Literary reading;Hermeneutic interpretation;Authorship
Data do documento: 26-Fev-2026
Editor: Universidade Federal do Tocantins
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Citação: SILVA, Fabya Martins. Filosofia e literatura: identidade narrativa no ensino de Filosofia nas infâncias.2026.274f. Dissertação (Mestrado Profissional em Filosofia) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Palmas, 2026.
Resumo: Esta pesquisa investigou as contribuições do conceito de identidade narrativa, elaborado por Paul Ricoeur, para o ensino de Filosofia nas infâncias, a partir do diálogo entre Filosofia e Literatura. Desenvolvida com estudantes do 5º ano dos anos iniciais do Ensino Fundamental, a investigação adotou abordagem qualitativa de inspiração hermenêutico-narrativa, compreendendo a leitura literária como experiência formativa. O percurso pedagógico foi construído a partir da leitura do conto “As margens da alegria”, integrante da coletânea Primeiras estórias, de João Guimarães Rosa, articulada à escrita em Diários de Leitura, compreendidos como espaços de elaboração narrativa do vivido. O percurso interpretativo possibilitou compreender que a leitura literária favoreceu processos iniciais de autocompreensão, organização temporal da experiência, resposta à alteridade e emergência de autoria, configurando a identidade como construção narrativa aberta e provisória. Nesse movimento, a articulação entre Filosofia e Literatura ampliou a experiência interpretativa, mobilizando memória, afetos e imaginação, e permitindo que os sujeitos em infância reinscrevessem o vivido na linguagem, atribuindo novos sentidos à própria trajetória formativa. Como desdobramento da pesquisa, apresentou -se a Trilha de Mediações Narrativas no Ensino de Filosofia nas Infâncias, concebida como percurso formativo aberto, fundamentado na articulação entre leitura, escrita e reflexão filosófica. No movimento da interpretação, delineou-se que a identidade narrativa, no contexto escolar, não se apresentou como conceito a aplicar, mas como experiência formativa viva, favorecendo processos de interpretação de si, responsabilidade ética e imaginação do possível.
Abstract: This study investigated the contributions of Paul Ricoeur’s concept of narrative identity to the teaching of Philosophy in childhood, through the dialogue between Philosophy and Literature. Developed with fifth -grade students in the early years of Elementary Education, the research adopted a qualitative approach inspired by narrative hermeneutics, understanding literary reading as a formative experience. The pedagogical pathway was structured through the reading of the short story “As margens da alegria”, from the collection Primeiras estórias, by João Guimarães Rosa, articulated with writing in Reading Diaries, understood as spaces for the narrative elaboration of lived experience. The interpretive process made it possible to understand that literary reading fostered initial processes of self -understanding, temporal organization of experience, responsiveness to alterity, and the emergence of authorship, configuring identity as an open and provisional narrative construction. Within this movement, the articulation between Philosophy and Literature expanded the interpretive experience, mobilizing memory, affect, and imagination, and enabling children to reinscribe lived experience in language, attributing new meanings to their formative trajectories. As an outcome of the research, the Trail of Narrative Mediations in the Teaching of Philosophy in Childhood was developed, conceived as an open formative pathway grounded in the articulation of reading, writing, and philosophical reflection. Through interpretation, it became evident that narrative identity, in the school context, did not present itself as a concept to be applied, but as a living formative experience, fostering processes of self-interpretation, ethical responsibility, and imagination of the possible.
URI: http://hdl.handle.net/11612/8716
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