Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11612/8627
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dc.contributor.advisorOliveira, Lucimara Albieri de-
dc.contributor.authorGomes, Pedro Igor Galvão-
dc.date.accessioned2026-05-26T17:29:40Z-
dc.date.available2026-05-26T17:29:40Z-
dc.date.issued2025-09-22-
dc.identifier.citationGOMES, Pedro Igor Galvão. Raça, renda e (in)justiça ambiental nas cidades médias brasileiras. 2026. 141f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Ambiente) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente, Palmas, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11612/8627-
dc.description.abstractThis study examines how race, income, and environmental injustice intersect in the production of space in Brazilian intermediate cities, highlighting how colonial and slaveholding legacies continue to shape socio-environmental inequalities. Grounded in historical-dialectical materialism, the research combines geospatial analysis (GIS), statistical methods, and qualitative interpretation to investigate census data on income distribution, race, and access to basic sanitation services, water supply, sewage, and waste collection, across 92 intermediate cities, defined as those with urban populations between 100,000 and 500,000 inhabitants. The findings demonstrate that historically rooted processes such as structural racism and land concentration are materially expressed in patterns of socio-spatial segregation and in the unequal provision of public services, disproportionately affecting poorer populations, predominantly Black and Brown. Conversely, higher-income groups, more frequently associated with the white population, tend to occupy urban sectors with better infrastructure and lower exposure to environmental risks. The study thus reveals how capitalist dynamics shape urban space through the financialization of land, consolidating an “invisible apartheid” between central and peripheral areas and reproducing environmental injustices in cities of intermediate size. By showing that inequalities widely documented in large metropolitan areas are also reproduced, albeit at different scales, in intermediate cities, the research underscores the importance of understanding the territorialization of inequality and advancing public policies capable of confronting colonial legacies. It concludes that the effective democratization of these cities depends on addressing structural racism and expanding access to land rights and urban infrastructure, both central dimensions of environmental justice.pt_BR
dc.formatapplication/pdfen_US
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Tocantinspt_BR
dc.rightsOpen Accessen_US
dc.subjectInjustiça Ambientalpt_BR
dc.subjectRaça/Corpt_BR
dc.subjectRacismo Estruturalpt_BR
dc.subjectConflitos Socioambientaispt_BR
dc.subjectEnvironmental Injusticept_BR
dc.subjectRace/Colorpt_BR
dc.subjectStructural Racismpt_BR
dc.subjectSocioenvironmental Conflictspt_BR
dc.titleRaça, renda e (in)justiça ambiental nas cidades médias brasileiraspt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.resumoEste trabalho investiga como raça/cor, renda e injustiças ambientais se articulam na produção do espaço em cidades médias brasileiras, evidenciando a persistência da herança colonial e escravocrata persistem na produção de desigualdades socioambientais. Partindo de fundamentos do materialismo histórico e dialético, o estudo conjuga técnicas de geoprocessamento (SIG), análise estatística e interpretação qualitativa para analisar dados censitários de renda, as camadas de renda mais alta, frequentemente associadas à população branca, ocupam setores urbanos com melhor infraestrutura e menor exposição cor ou raça e acesso a saneamento (água, esgoto, coleta de lixo) em 92 cidades médias, definidas como aquelas com população urbana entre 100 mil e 500 mil habitantes. A pesquisa demonstra que o racismo estrutural e a concentração fundiária, históricos no país, encontram expressão na segregação socioespacial e na precariedade de serviços públicos destinados às parcelas mais pobres, majoritariamente pretas e pardas. Em contrapartida, as camadas de renda mais alta, frequentemente associadas à população branca, ocupam setores urbanos com melhor infraestrutura e menor exposição a danos ambientais. O estudo evidencia, assim, a lógica capitalista na produção do espaço urbano, na qual a financeirização do solo consolida um “apartheid” invisível entre centro e periferia, reproduzindo injustiças ambientais no âmbito das cidades de porte intermediário. Ao demonstrar que as desigualdades presentes em grandes metrópoles se repetem, em menor escala, nas cidades médias, o trabalho reforça a importância de entender a territorialização das desigualdades e de formular políticas públicas que superem o legado colonial-patrimonialista. Conclui- se que a democratização efetiva dessas cidades depende do enfrentamento do racismo estrutural e da difusão de direitos básicos à terra e à infraestrutura, temas indissociáveis da justiça ambiental.pt_BR
dc.publisher.countryBRpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente - Ciambpt_BR
dc.publisher.campusPalmaspt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::OUTROSpt_BR
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