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http://hdl.handle.net/11612/8526| Authors: | Santos, Valéria da Silva Miranda dos |
| metadata.dc.contributor.advisor: | Marson, Poliana Guerino |
| Title: | Tratamento medicamentoso de pacientes hospitalizados com Covid-19: análise em um hospital público do Tocantins |
| Keywords: | SARS-CoV-2;Tratamento Medicamentoso;Sintomas;Pharmacological Treatment;Symptoms |
| Issue Date: | 5-Aug-2025 |
| Publisher: | Universidade Federal do Tocantins |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - PPGCS |
| Citation: | SANTOS, Valéria da Silva Miranda dos. Tratamento medicamentoso de pacientes hospitalizados com Covid-19: análise em um hospital público do Tocantins. 2025.81f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Palmas, 2025. |
| metadata.dc.description.resumo: | A pandemia da doença do coronavírus 2019 (Covid-19), causada pelo SARS-CoV-2, emergiu globalmente em dezembro de 2019, sendo declarada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020. No Brasil, o primeiro caso foi notificado em fevereiro de 2020, e a doença rapidamente se espalhou. No contexto inicial da pandemia, as intervenções terapêuticas eram frequentemente empíricas, resultando em debates intensos sobre a eficácia de tratamentos medicamentosos para prevenir a progressão da doença grave. Este estudo se justifica pela necessidade de compreender os tratamentos medicamentosos empregados no manejo da Covid-19, especialmente no contexto regional do Tocantins, nos primeiros meses da pandemia. O objetivo geral foi avaliar o tratamento medicamentoso utilizado em pacientes internados com infecção por Covid-19 nos primeiros meses da pandemia, em um hospital público do Estado do Tocantins, considerando a relação entre as classes terapêuticas administradas e os desfechos clínicos. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e retrospectivo, baseado na análise documental de dados secundários de prontuários médicos. A coleta de dados ocorreu no Hospital Geral de Palmas (HGP), unidade de referência para Covid- 19 no Tocantins, no período de abril a dezembro de 2020. A amostra foi censitária, incluindo todos os prontuários disponíveis de pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 maiores de 18 anos e com registros clínicos completos. As variáveis analisadas abrangeram características sociodemográficas, clínicas (tempo de internação, desfecho clínico) e terapêuticas (uso e tempo de administração de medicamentos). A análise estatística descritiva utilizou frequências absolutas e relativas, médias, medianas e desvios padrão. Para avaliar as associações entre o uso de medicamentos e o desfecho clínico (óbito), foi aplicada a Regressão de Cox com método Forward Stepwise. A significância estatística foi estabelecida em um p- valor inferior a 0,05. Dos 197 de prontuários analisados, 66,5% pertenciam a pacientes do sexo masculino e a faixa etária mais comum foi de 40 a 79 anos. O tempo médio de internação foi de 10 dias, variando de 1 a 48 dias. Quanto aos desfechos, 73 pacientes (37,1%) evoluíram para óbito. Foi identificado o uso de até dez classes medicamentosas, com prevalência de polifarmácia em 64% dos casos. Os antibióticos foram os mais utilizados (98,5%), seguidos por corticoides (85,8%), anticoagulantes (84,8%) e mucolíticos (62,4%). O uso de antivirais (12,2%) e antiparasitários (48,2%) foi menos frequente e associado a curta duração, refletindo incertezas sobre sua eficácia. A análise de tempo de administração indicou que antibióticos foram utilizados, em média, por 15 dias, enquanto corticoides e anticoagulantes por cerca de 6 dias. Outras classes, como analgésicos, broncodilatadores, sedativos e fármacos vasoativos, apresentaram mediana de 0 dias, sugerindo uso pontual. A regressão de Cox revelou associação entre o uso de determinadas classes e o tempo até o óbito, especialmente no caso dos fármacos vasoativos e sedativos, que refletem maior gravidade clínica. |
| Abstract: | The 2019 coronavirus disease (Covid-19) pandemic, caused by SARS-CoV-2, emerged globally in December 2019, and was declared a pandemic by the World Health Organization (WHO) in March 2020. In Brazil, the first case was reported in February 2020, and the disease rapidly spread. In the initial context of the pandemic, therapeutic interventions were often empirical, leading to intense debates about the efficacy of drug treatments to prevent the progression of severe disease. This study is justified by the need to understand the drug treatments used in the management of Covid-19, especially in the regional context of Tocantins, during the first months of the pandemic. The general objective was to evaluate the drug treatment used in hospitalized patients with Covid-19 infection in the first months of the pandemic, in a public hospital in the State of Tocantins, considering the relationship between the administered therapeutic classes and the clinical outcomes. This is a quantitative, descriptive, and retrospective study, based on the documentary analysis of secondary data from medical records. Data collection took place at Hospital Geral de Palmas (HGP), a reference unit for Covid-19 in Tocantins, from April to December 2020. The sample was a census, including all available medical records of patients with a confirmed diagnosis of Covid-19 over 18 years of age and with complete clinical records. The analyzed variables included sociodemographic, clinical (length of hospitalization, clinical outcome), and therapeutic characteristics (use and duration of drug administration). Descriptive statistical analysis used absolute and relative frequencies, means, medians, and standard deviations. To assess the associations between drug use and clinical outcome (death), Cox Regression with the Forward Stepwise method was applied. Statistical significance was established at a p-value less than 0.05. Of the 197 medical records analyzed, 66.5% belonged to male patients, and the most common age group was 40 to 79 years. The average length of hospitalization was 10 days, ranging from 1 to 48 days. Regarding outcomes, 73 patients (37.1%) progressed to death. The use of up to ten drug classes was identified, with a prevalence of polypharmacy in 64% of cases. Antibiotics were the most used (98.5%), followed by corticosteroids (85.8%), anticoagulants (84.8%), and mucolytics (62.4%). The use of antivirals (12.2%) and antiparasitics (48.2%) was less frequent and associated with short duration, reflecting uncertainties about their efficacy. Analysis of administration time indicated that antibiotics were used, on average, for 15 days, while corticosteroids and anticoagulants were used for about 6 days. Other classes, such as analgesics, bronchodilators, sedatives, and vasoactive drugs, showed a median of 0 days, suggesting punctual use. Cox regression revealed an association between the use of certain classes and the time to death, especially in the case of vasoactive and sedative drugs, which reflect greater clinical severity. |
| URI: | http://hdl.handle.net/11612/8526 |
| Appears in Collections: | Mestrado em Ciências da Saúde |
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