Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11612/8368
Authors: Costa, Jessica Fonseca
metadata.dc.contributor.advisor: Evangelista, Danielle Rosa
Title: Hanseníase em gestantes no Tocantins: análise do perfil clínico e socioepidemiológico associado ao abandono do tratamento
Keywords: Determinantes Sociais da Saúde. Mycobacterium leprae. Adesão ao Tratamento. Social Determinants of Health. Mycobacterium leprae. Treatment Adherence
Issue Date: 25-Apr-2025
Publisher: Universidade Federal do Tocantins
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - PPGCS
Citation: COSTA, Jessica Fonseca. Hanseníase em gestantes no Tocantins: análise do perfil clínico e socioepidemiológico associado ao abandono do tratamento. 2025.43f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Palmas, 2025.
metadata.dc.description.resumo: A hanseníase é uma doença causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, caracterizada por alta infectividade e baixa patogenicidade. O diagnóstico, tratamento e cura são envoltos de vários desafios, especialmente em gestantes. Este estudo tem como objetivo analisar o perfil das gestantes que abandonaram o tratamento de hanseníase no Estado do Tocantins, considerando os aspectos socioepidemiológicos e clínicos entre os anos de 2013 a 2023, por meio de uma abordagem descritiva e da análise de dados secundários disponibilizados pela Secretaria Estadual de Saúde do Tocantins. Os resultados evidenciaram um total de 63 gestantes diagnosticadas com hanseníase. A faixa etária predominante foi de 15 e 49 anos -idade reprodutiva - (87,3%) com 30,2% das gestantes no segundo trimestre gestacional. Além disso, 69,8% se autodeclararam da raça/cor parda, 19% possuíam ensino médio incompleto, 81% residiam em zona urbana, 33,3% eram donas de casa. Quanto às características clínicas, 60,3% apresentavam forma clínica dimorfa, 66,7% foram classificadas como Multibacilar no diagnóstico e 58,7% apresentavam grau 0 de incapacidade física inicial. Todas as gestantes eram casos novos, sendo 52,4% foram diagnosticadas por demanda espontânea. O esquema terapêutico inicial mais utilizado foi a poliquimioterapia única PQT/MB/12 doses (69,8%), 39,7% apresentaram Grau 0 de Incapacidade Física atual, e, no momento da análise, 60,3% ainda estavam em tratamento com esse esquema. O estudo também revelou que 69,8% das gestantes receberam alta por cura, enquanto a proporção de abandono foi de 17%. Os achados reforçam a importância do desenvolvimento de estratégias específicas para esse grupo populacional, bem como a necessidade de qualificação dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento de gestantes com hanseníase.
Abstract: Leprosy is a disease caused by the bacillus Mycobacterium leprae, characterized by high infectivity and low pathogenicity. Diagnosis, treatment, and cure are fraught with several challenges, especially in pregnant women. This study aims to analyze the profile of pregnant women who abandoned leprosy treatment in the State of Tocantins, considering the socioepidemiological and clinical aspects between 2013 and 2023, through a descriptive approach and analysis of secondary data made available by the State Health Department of Tocantins. The results showed a total of 63 pregnant women diagnosed with leprosy. The predominant age group was 15 and 49 years – reproductive age - (87,3%), with 30.2% of pregnant women in the second trimester of pregnancy. Furthermore, 69.8% self-reported their race/skin color as brown, 19% had incomplete high school education, 81% lived in urban areas, and 33.3% were housewives. Regarding clinical characteristics, 60,3% presented a dimorphic clinical form, 66.7% were classified as Multibacillary at diagnosis, and 58.7% presented initial physical disability grade 0. All pregnant women were new cases, and 52.4% were diagnosed spontaneously. The most commonly used initial therapeutic regimen was single-dose polychemotherapy (MCT/MB/12 doses) (69.8%), 39.7% presented current Physical Disability Grade 0, and, at the time of analysis, 60.3% were still undergoing treatment with this regimen. The study also revealed that 69.8% of pregnant women were discharged after recovery, while the dropout rate was 17%. The findings reinforce the importance of developing specific strategies for this population group, as well as the need to qualify health professionals involved in the care of pregnant women with leprosy
URI: http://hdl.handle.net/11612/8368
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