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http://hdl.handle.net/11612/8611| Authors: | Miranda, José Fernando Bezerra |
| metadata.dc.contributor.advisor: | Rocha, José Damião Trindade |
| Title: | Leitura e autoragem discente na cibercultura: netnografia dos fóruns do AVA no programa “To Graduado” de uma Universidade tocantinense |
| Keywords: | Leitor;Autoragem;Cibercultura;Educação a Distância;Ambiente Virtual de Aprendizagem;Unitins;Reader;Authoring;Cyberculture;Distance Education;Virtual Learning Environment |
| Issue Date: | 10-Mar-2026 |
| Citation: | MIRANDA, José Fernando Bezerra. Leitura e autoragem discente na cibercultura: netnografia dos fóruns do AVA no programa “To Graduado” de uma Universidade tocantinense. 2026. 132f. Tese (Doutorado em Educação na Amazônia) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-graduação em Educação na Amazônia, Palmas, 2026. |
| metadata.dc.description.resumo: | As mudanças contemporâneas na relação com o saber, na cibercultura, deslocaram a centralidade do conhecimento como conteúdo estável para um regime de circulação, atualização e recomposição permanente, ultrapassando o saber estático em direção ao saber-fluxo; nesse horizonte, como observa Lévy (1999), o conhecimento não se encerra em depósitos institucionais, mas se produz em rede, em dinâmica colaborativa e em movimento contínuo de reescrita e redistribuição. É nesse contexto que esta pesquisa de tese se insere, com a finalidade de compreender como se constitui o leitor e a autoragem no ciberespaço, a partir de uma netnografia do curso EaD de Tecnologia em Gestão Pública da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS), no âmbito do Programa “TO Graduado”. O foco da investigação se organiza na análise de perfis de autoria discente conforme modos de leitura que emergem no ecossistema da educação digital, mobilizando as categorias teóricas de Santaella (2004), Lemos (2024), Barthes (2004a; 2004b) e Foucault (1996), em interlocução com Carvalho e Pimentel (2020), particularmente no uso do termo autoragem como atualização do processo de criação próprio da cibercultura. Parte-se da pergunta-problema: como se constrói a leitura e autoragem, esta entendida como interação, cocriação e compartilhamento de saberes, dos discentes no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da universidade, considerando uma ambiência cibercultural marcada por remixagens, reterritorializações e algoritmizações da produção discursiva? Metodologicamente, a pesquisa adota a netnografia, com base em Kozinets (2014) e Hine (2000), para analisar interações, perfis e produções no AVA, organizando os dados segundo tipos de leitores – contemplativo, movente, imersivo, ubíquo e híbrido – e adicionando a figura do leitor generativo, compreendendo a autoragem como efeito de relações entre signos, sujeitos e interfaces algorítmicas. No plano empírico, a Tese evidencia que a experiência discente no AVA não se distribui de maneira homogênea: o tempo de acesso de 58 estudantes do polo de Palmas/TO (ano de 2024) apresenta média aproximada de 2h51min, com máximo de 11h31min e mínimo de 14 segundos, produzindo uma heterogeneidade que impede leituras “lineares” de engajamento e reforça a necessidade de interpretar a participação como ecologia de presença, e não como simples métrica isolada. Do ponto de vista conversacional, aproximadamente 45% das postagens apresentam marcas explícitas de resposta (“Re:”), mas a tese demonstra que responder não equivale necessariamente a dialogar: o dado bruto indica camada conversacional relevante, porém exige operacionalização interpretativa para distinguir cumprimento de tarefa e encadeamentos que retomam, transformam e negociam sentidos. Nesse mesmo movimento, a duração dos tópicos (mediana em torno de três semanas, com cauda longa) funciona como pista para observar circulação e retorno, isto é, práticas e gestos, evitando reduzir “tipos de leitores” a perfis psicológicos estáveis. Assim, ao discutir leitor, autoria e autoragem na EaD, a Tese sustenta a superação do aluno receptor passivo em direção a um aluno concomitantemente leitor/a e autor/a, ativo na construção do auto aprendizado, cujo perfil se vincula a autonomia, protagonismo, colaboração, criatividade, curiosidade, competência digital e reflexividade, em uma ambiência em que a ciberdocência e os dispositivos de mediação modulam as condições de emergência (ou rarefação) da autoragem. |
| Abstract: | Contemporary changes in the relationship to knowledge in cyberculture have shifted the centrality of knowledge from stable content to a regime of circulation, updating, and permanent recomposition, moving beyond static knowledge toward flow-knowledge. In this horizon, as Lévy (1999) observes, knowledge is not confined to institutional repositories; rather, it is produced in networks, through collaborative dynamics and a continuous movement of rewriting and redistribution. It is within this context that this doctoral research is situated, with the aim of understanding how the reader and student authorship-making are constituted in cyberspace, based on a netnography of the distance-learning (DL) program in Technology in Public Management at the State University of Tocantins (UNITINS), within the scope of the “TO Graduado” Program. The investigation focuses on analyzing profiles of student authorship according to modes of reading that emerge in the ecosystem of digital education, mobilizing the theoretical categories of Santaella (2004), Lemos (2024), Barthes (2004a; 2004b), and Foucault (1996), in dialogue with Carvalho and Pimentel (2020), particularly regarding the use of the term autoragem as an update of the creative process characteristic of cyberculture. The study starts from the following research question: how are students’ reading and autoragem— understood as interaction, co-creation, and the sharing of knowledge—constructed in the university’s Virtual Learning Environment (VLE), considering a cybercultural milieu marked by remixing, reterritorializations, and the algorithmization of discursive production? Methodologically, the research adopts netnography, based on Kozinets (2014) and Hine (2000), to analyze interactions, profiles, and productions in the VLE, organizing the data according to types of readers—contemplative, moving, immersive, ubiquitous, and hybrid— and adding the figure of the generative reader, understanding autoragem as an effect of relations among signs, subjects, and algorithmic interfaces. On the empirical plane, the thesis shows that students’ experience in the VLE is not distributed homogeneously: the access time of 58 students from the Palmas/TO learning center (year 2024) has an approximate average of 2h51m, with a maximum of 11h31m and a minimum of 14 seconds, producing a heterogeneity that prevents “linear” readings of engagement and reinforces the need to interpret participation as an ecology of presence rather than as a simple isolated metric. From a conversational standpoint, approximately 45% of posts display explicit reply markers (“Re:”), but the thesis demonstrates that replying does not necessarily equate to dialoguing: the raw data indicate a relevant conversational layer, yet require interpretive operationalization to distinguish task compliance from threads that resume, transform, and negotiate meanings. In the same movement, topic duration (with a median around three weeks and a long tail) serves as a clue for observing circulation and return—that is, practices and gestures—avoiding the reduction of “types of readers” to stable psychological profiles. Thus, in discussing reader, authorship, and autoragem in distance education, the thesis argues for moving beyond the passive receiving student toward a student who is simultaneously reader and author, active in building self- learning, whose profile is linked to autonomy, agency, collaboration, creativity, curiosity, digital competence, and reflexivity, within a milieu in which cyberteaching and mediation devices modulate the conditions for the emergence (or rarefaction) of autoragem. |
| URI: | http://hdl.handle.net/11612/8611 |
| Appears in Collections: | Doutorado em Educação na Amazônia - PGEDA |
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