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http://hdl.handle.net/11612/8355| Authors: | Xerente, Sandra Jaqueline Gomes da Silva |
| metadata.dc.contributor.advisor: | Feitosa, Juliana Biazze |
| Title: | A discriminação racial contra indígena do povo Xerente na universidade pública |
| Keywords: | Discriminação racial; Estudantes Xerente; Universidade pública; Permanência universitária. |
| Issue Date: | 25-Mar-2026 |
| Publisher: | Universidade Federal do Tocantins |
| Citation: | XERENTE, Sandra Jaqueline Gomes da Silva. A discriminação racial contra indígena do povo Xerente na universidade pública. 2025. 38f. Artigo de graduação (Graduação em Psicologia) - Universidade Federal do Tocantins, Miracema do Tocantins, 2026. |
| metadata.dc.description.resumo: | O presente trabalho buscou analisar de que forma a discriminação racial contra indígenas do povo Xerente dentro da universidade pública se materializa, que impactos ela produz na vida desses estudantes, bem como entender as estratégias de enfrentamento que constroem no percurso universitário. Trata-se de uma pesquisa de campo qualitativa, que elegeu como instrumento a roda de conversa realizada com estudantes indígenas da Universidade Federal do Tocantins- UFT, Campus de Miracema do Tocantins e a entrevista com um egresso pós- graduado da referida universidade. A interpretação das falas dos participantes da pesquisa foi realizada à luz de autores negros e indígenas, possibilitando uma leitura crítica e decolonial sobre as vivências relatadas. Os resultados evidenciam que a ruptura com o território, a invisibilização das culturas originárias e a sobrecarga emocional impactam profundamente o bem-estar e a trajetória educacional dos estudantes xerentes, gerando tristeza, vontade de desistir e desgaste psicológico. Foram identificadas na pesquisa vivências de discriminação racial explícita, deslegitimação da identidade indígena e hostilidade velada contra acadêmicos indígenas. Ao mesmo tempo, identificamos que emergem formas potentes de resistência, como o fortalecimento comunitário, o uso da língua materna, a preservação de práticas culturais, o apoio de familiares e amigos, e o sentimento de responsabilidade com o povo Xerente. Essas estratégias se articulam como modos de enfrentamento que reafirmam identidade, pertencimento e continuidade dos projetos coletivos indígenas. O estudo também aponta a importância do acolhimento institucional e assinala o papel da Psicologia fundamentada em princípios éticos e críticos no enfrentamento ao racismo, na promoção de ambientes seguros e no cuidado emocional de estudantes em situação de vulnerabilidade. Conclui-se que compreender o impacto da discriminação racial e valorizar as estratégias de resistência são passos fundamentais para construir uma universidade realmente inclusiva e comprometida com a equidade e a diversidade. |
| Abstract: | This study sought to analyze how racial discrimination against indigenous people of the Xerente tribe within public universities manifests itself, what impacts it has on the lives of these students, and to understand the coping strategies they develop during their university studies. This is a qualitative field study, which used as its instruments a roundtable discussion with indigenous students from the Federal University of Tocantins (UFT), Miracema do Tocantins Campus, and an interview with a postgraduate alumnus from that university. The interpretation of the research participants' statements was carried out in light of black and indigenous authors, enabling a critical and decolonial reading of the experiences reported. The results show that the rupture with the territory, the invisibility of indigenous cultures, and the emotional overload profoundly impact the well-being and educational trajectory of Xerente students, generating sadness, a desire to give up, and psychological distress. The research identified experiences of explicit racial discrimination, delegitimization of indigenous identity, and veiled hostility against indigenous academics. At the same time, we identified the emergence of powerful forms of resistance, such as community strengthening, the use of the mother tongue, the preservation of cultural practices, the support of family and friends, and a sense of responsibility towards the Xerente people. These strategies are articulated as ways of coping that reaffirm identity, belonging, and the continuity of collective indigenous projects. The study also points to the importance of institutional acceptance and highlights the role of psychology based on ethical and critical principles in combating racism, promoting safe environments, and providing emotional care for students in vulnerable situations. It concludes that understanding the impact of racial discrimination and valuing resistance strategies are fundamental steps in building a truly inclusive university committed to equity and diversity. |
| URI: | http://hdl.handle.net/11612/8355 |
| Appears in Collections: | Psicologia |
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| Sandra Jaqueline Gomes da Silva Xerente - Artigo de graduação.pdf | 1.91 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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