Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11612/2661
Authors: Rodrigues, Sára Costa Ferreira
metadata.dc.contributor.advisor: Seibert, Carla Simone
Title: Estudo da propriedade antiofídica de Jatropha Elliptica (pohl.) mull arg.
Keywords: Bothrops moojeni; Junção Neuromuscular; Jatropha elliptica; Polvilho; Bothrops moojeni; Neuromuscular junction; Jatropha elliptica; Flour
Issue Date: 27-Nov-2020
Publisher: Universidade Federal do Tocantins
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente - Ciamb
Citation: RODRIGUES, Sára Costa Ferreira. Estudo da propriedade antiofídica de Jatropha Elliptica (pohl.) mull arg. .2020. 53f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Ambiente) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente, Palmas, 2020.
metadata.dc.description.resumo: O acidente ofídico é considerado de interesse em saúde pública no Brasil, sendo o gênero botrópico responsável por cerca de 90% desses acidentes. O acidente botrópico ocasiona severas alterações locais e sistêmicas, que podem deixar graves sequelas ou mesmo levar o indivíduo a óbito. Os efeitos locais não são neutralizados pelo Antiveneno Comercial (AVC) e são agravados por fatores como distância e dificuldade de deslocamento para os locais de atendimento. Nesse contexto, o uso terapêutico de plantas medicinais, como Jatropha ellíptica, é comum e estudos farmacológicos validaram seu uso tradicional para o acidente ofídico. Os estudos proteômicos dos venenos de serpentes demonstram particularidades quanto à composição e a relação com os sintomas causados. Tais particularidades influenciam no tratamento devido a diferenças na capacidade neutralizante do soro. O estudo da composição dos venenos de filhotes de Bothrops moojeni do cerrado (TO), considerou as variações para o sexo desses animais e evidenciou diferenças significativas entre ambos, demonstrando uma ampla e diversificada categoria de proteínas. O veneno dos FIL ♀ (filhotes fêmeas) apresentou DMC (Dose Mínima Coagulante) em 0,2 µg/mL de plasma equino e o dos FIL ♂ (filhotes machos) 0,4 µg/mL, sendo o veneno das fêmeas mais coagulante. O veneno dos FIL ♀ se destacou na atividade de serinoprotease (0,34±0,05 nmols), sendo superior à atividade do veneno dos FIL ♂ (0,26±0,03; p<0,001) e também foi mais letal. Contudo, esses venenos não diferiram nas atividades fosfolipásica e hemorrágica. Também foi avaliada a capacidade do pool de veneno (50 µg/mL) de B. moojeni adultos em bloquear a atividade da preparação nervo frênico-diafragma de camundongos, através de técnica miográfica tradicional. O JeP (polvilho), obtido de modo artesanal de J. ellítica, foi tamisado e concentrações de 100 e 1000 µg/mL e foram testadas por três protocolos: a) pré-veneno: JeP por 15 min, seguidas pela adição de veneno; b) pós-veneno: veneno por 15 min antes da adição de JeP; e c) pré-incubação: mistura de veneno + JeP por 30 min antes da adição ao banho. Para os tratamentos pré-veneno e pós veneno com JeP 100 µg/mL foram 100,9 ± 7,6 % e 97±6,1 %, respectivamente. O modelo de pré-incubação mostrou efeito semelhante (78,2±9,2 %) ao produzido pelo antiveneno botrópico comercial (80,2±14,1 %). Na mesma sequência de modelos, para JeP 1000 µg/mL os T50 foram de 88,1±7,7 %; 61,5±9,1 % e 86,5±8,9 %. O aumento de JeP para 1000 µg/mL (10X) foi insignificante para melhorar o T50 do veneno. Os resultados evidenciaram que o veneno de Bothrops moojeni induz bloqueio neuromuscular e pequenas quantidades do polvilho de J. elliptica foi eficiente em inverter esse efeito.
Abstract: about 90% of them resulting in severe local and systemic changes which can leave serious sequelae or even lead to death. The commercial antivenom is ineffective against the local effects and the distance and difficulty to access the service locations are aggravating. Medicinal plants as Jatropha elliptica to treat snakebites is a valuable resource face to the biodiversity of Brazil. Proteomic studies of snake venoms demonstrate particularities regarding the composition and the relationship with the symptoms caused. Such particularities influence the treatment due to differences in the neutralizing capacity of the serum. The study of the composition of Bothrops moojeni puppies from the cerrado (TO) took into account the variations for the sex of these animals and evidenced significant differences between both, demonstrating a wide and diversified category of proteins. The venom of FIL ♀ (female puppies) presented MCD (Minimum Coagulant Dose) in 0.2 µg / mL of equine plasma and that of FIL ♂ (male puppies) 0.4 µg / mL, the female venom being the most coagulant. The venom of FIL ♀ stood out in the serine protease activity (0.34 ± 0.05 nmol), being superior to the activity of the venom of FIL ♂ (0.26 ± 0.03; p <0.001) and was also more lethal. However, these poisons did not differ in phospholipase and hemorrhage activities. The ability of the adult B. moojeni venom pool (50 µg / mL) to block the activity of the mice phrenic nerve diaphragm preparation was measured using a traditional myographic technique. The JeP (powder), obtained by hand from J. elliptica, was screened at concentrations of 100 and 1000 µg / mL and were tested by three protocols: a) pre-venom: JeP for 15 min, followed by the addition of poison; b) post-venom: poison for 15 min before adding JeP; and c) pre-incubation: a mixture of poison + JeP for 30 min before adding to the bath. For pre-venom and post-venom treatments with JeP 100 µg / mL, 100.9 ± 7.6% and 97 ± 6.1%, respectively. The pre-incubation model showed a similar effect (78.2 ± 9.2%) to those produced by commercial bothropic antivenom (80.2 ± 14.1%). In the same sequence of models, for JeP 1000 µg / mL, the T50s were 88.1 ± 7.7%; 61.5 ± 9.1%, and 86.5 ± 8.9%. The increase in JeP to 1000 µg / mL (10X) was negligible to improve the T50 of the poison. The results showed that Bothrops moojeni venom induces neuromuscular block and small amounts of the J. elliptica starch was efficient in reversing this effect.
URI: http://hdl.handle.net/11612/2661
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