Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11612/227
Author: Silva, Luécia Pereira
Advisor: Rodrigues, Waldecy
Title: Análise econômica e socioambiental da produção extrativista de frutos do cerrado: o caso da Cooperfruto, Tocantins
Keywords: Economia ecologia;Extrativismo;Método PER;Índice de qualidade de vida
Issue Date: 26-Sep-2011
Publisher: Universidade Federal do Tocantins
Program: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional - PPGDR
Citation: SILVA, Luécia Pereira. Análise econômica e socioambiental da produção extrativista de frutos do cerrado: o caso da Cooperfruto, Tocantins. 2011. 161f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional, Palmas, 2011.
Resumo: Visto como adequado à exploração e expansão das atividades agropecuária, o bioma cerrado vem sofrendo uma ininterrupta diminuição de sua cobertura vegetal a um ritmo de 2,2 milhões de hectares por ano. Ocorrendo a substituição de sua vegetação nativa por atividades de exploração intensiva, evidenciando o descompasso das interações do atual sistema econômico e o meio ambiente. A Economia Ecológica como uma ciência multidisciplinar busca favorecer soluções estruturais para os problemas ambientais. Tendo seu domínio como a totalidade da rede de interações entre os setores econômico e ecológico. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo é avaliar, sob a ótica da Economia Ecológica, a sustentabilidade economia da Cooperativa Agroflorestal Nordeste do Tocantins – Cooperfruto, unidade exploração de frutos nativos do cerrado e exóticos, bem como analisar a influência socioambiental da referida atividade sobre os seus fornecedores. Para tanto utilizou-se a Análise Custo Beneficio – ACB no estudo da viabilidade do empreendimento, empregando diferentes taxas de descontos. A análise social foi realizada por meio da aplicação do Índice de Qualidade de Vida – IQV. Assim como, empregou-se o método Pressão-Estado-Resposta (PER) na pesquisa da influência da atividade sobe o aspecto ambiental das propriedades dos fornecedores. Os resultados demonstrados pela ACB, segundo a racionalidade econômica retratam a inviabilidade do empreendimento. Adotando a ACB sob a visão dos subsistemas estável foi possível verificar viabilidade do empreendimento mediante alteração no sistema de produção e na gestão da unidade. Aplicando o Índice de Qualidade de Vida no estudo da sustentabilidade social da atividade exercida pelos fornecedores conclui-se que os mesmos possuem IQV classificado como médio. Os indicadores saúde, comunicação e lazer e renda influenciaram negativamente a composição do Índice de Qualidade de Vida. A renda mensal dos dois grupos é baixa, com 22% dos cooperados extrativistas, 33% dos cooperados não extrativistas e 63% dos não cooperados extrativistas, 21% dos não cooperados não extrativistas tendo rendimentos mensais dentro da faixa salarial de 1,01 a 1,99 salários mínimos. Ao passo que as maiores contribuições para a composição do IQV dos fornecedores vieram dos indicadores transporte, bens duráveis, habitação, infraestrutura. Empregando o Método PER foi possível verificar que as formas de coleta empregadas na atividade extrativista desenvolvida pelos fornecedores da Cooperfruto não têm exercido pressão sobre o ambiente explorado. As atividades agropecuárias, a prática de queimadas e a ausência de obras que visem à conservação das estradas rurais configuraram-se como objeto de pressão sobre o meio ambiente, no qual estão inseridas as propriedades rurais dos fornecedores. Já o cultivo das plantas nativas do cerrado foi relatado por 35% dos cooperados extrativistas, 50% dos cooperados não extrativistas e 75% dos não cooperados extrativistas, sendo apontado pelos mesmos como uma resposta às ações da cooperativa. De forma geral as propriedades dos fornecedores apresentam as áreas de proteção ambiental consolidadas, porém apenas 22% das áreas dos cooperados extrativistas, 13% dos não cooperados extrativistas e 7% das áreas dos não cooperados não extrativistas cumprem a exigência legal, estando averbadas.
Abstract: Seen as appropriate to the exploitation and expansion of agricultural activities, the Cerrado has been suffering a continuous decrease of its forest cover at a rate of 2.2 million hectares per year. Happening the replacement of its native vegetation for intensive exploration activities, evidencing the disparity of interactions between the current economic system and the environment. The Ecological Economics as a multidisciplinary science seeks to support structural solutions to environmental problems. Having its domain as the entire network of interactions between economic and ecological sectors. In this sense, the objective of this study is to evaluate from the perspective of ecological economics, the economic sustainability of the Cooperativa Agroflorestal Nordeste do Tocantins - Cooperfruto, exploration unit of native Cerrado fruits and exotics, as well analizing the influence of such social and environmental activities on its suppliers. To this end we used the Cost Benefit Analysis - CBA study of the venture’s feasibility, using different discount rates. The social analysis was performed by applying the Quality of Life Index – QLI. As well, Pressure-State-Response (PSR) method was used in the study of the activity's influence on the environmental aspects of the suppliers' properties. The results shown by CBA, according to economic rationality, portray the inviability of the enterprise. Adopting the CBA under the vision of stable subsystems it was possible to verify viability of the project by changing the production system and management of the unit. Applying the Quality of Life Index in the study of social sustainability of activities performed by suppliers it was conclude that they are classified as medium QLI. Health, communication, leisure and income indicators negatively influenced the Quality of Life Index composition. The monthly income of both groups is low, with 22% of cooperative extraction, 33% of non-extractive cooperative and 63% of non-cooperative extraction, 21% of non-extractive non-cooperative having monthly income within the salary range of 1.01 to 1.99 minimum wages. While the major contributions to the composition of the QLI suppliers indicators came from transportation, durable goods, housing, and infrastructure. By employing the PER method was verified that the collection forms used in the extraction activity developed by the suppliers of Cooperfruto have not put pressure on the explored environment. Agricultural activities, the practice of burning and the lack of works aimed at the conservation of rural roads is configured as an object of pressure on the environment, in which are inserted the suppliers’ farms. The cultivation of native plants of the Cerrado was reported by 35% of cooperative extraction, 50% of non-extractive cooperative and 75% of extractive non-cooperative, as a response to the cooperative. In general the suppliers’ properties have consolidated areas of environmental protection, but only 22% of the areas of cooperative extraction, 13% of non-extractive cooperative and 7% of the areas of non-extractive non-cooperative comply with the legal requirement and are annotated.
URI: http://hdl.handle.net/11612/227
Appears in Collections:Mestrado em Desenvolvimento Regional

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